Confira as críticas do 2º dia do Festival de Veneza

Wild Horse Nine (Martin McDonagh)

Martin McDonagh constrói uma narrativa de grande maturidade sombria, refletindo sobre temas introspectivos extremamente envolventes e emocionalmente tocantes. A análise do luto e do arrependimento no fim da vida, tendo como pano de fundo a turbulência política, é um conceito fascinante e cativante. As atuações de todo o elenco são excelentes, com Malkovich entregando o melhor trabalho de sua carreira.

Next Best Picture (80/100)

Absurdamente poético, profundamente melancólico e, em última instância, devastador, este pode ser o melhor e mais doloroso filme de McDonagh até agora. Malkovich está extraordinário e parece provável que conquiste outra indicação ao Oscar.

The Playlist (91/100)

Há alguns momentos engraçados e outros bastante divertidos, mas os persistentes e ligeiramente desconcertantes momentos de violência inevitavelmente coexistem com o sentimentalismo — embora esse sentimentalismo talvez não consiga apagar a preocupação do público com uma determinada situação envolvendo a esposa e os filhos de Lee, cujo bem-estar parece ser cruelmente esquecido no final. Não é um clássico de McDonagh, mas Rockwell e Malkovich têm uma ótima dinâmica.

The Guardian (60/100)

Tudo fica um pouco movimentado e frenético demais à medida que ‘Wild Horse Nine’ — carregado de tristeza até mesmo em seus momentos mais irreverentes, como é típico de McDonagh — tenta compensar a apatia geral de sua primeira metade. Nunca tão engraçado quanto sarcástico, e sempre se esforçando demais para ser ambos, o filme encontra seus momentos mais bem-sucedidos na tensão latente entre memória e apagamento.

IndieWire (67/100)

Assistir a este thriller cômico mordaz e de tirar o fôlego — já apontado como forte candidato ao Oscar nas categorias de Melhor Filme, Direção, Roteiro Original e Ator — é como descobrir hoje o melhor filme de 20 anos atrás que, de alguma forma, você deixou passar na época.

The Telegraph (100/100)

A verdadeira revelação é Malkovich, um ator brilhante que pode cair na autoparódia em produções menos inspiradas, mas que aqui constrói infinitas camadas em um papel excelente, em sua melhor atuação em anos e à altura de seus trabalhos mais marcantes.

The Hollywood Reporter

Malkovich dá aos diálogos concisos e mordazes de McDonagh justamente a excentricidade triste e melancólica de que precisam para ganhar vida fora da página. Quando o filme, divertido e irreverente como sempre, se torna um pouco organizado demais, sua atuação rouca, ferida e calejada traz um pouco de desordem à trama.

Variety

Ao lado das atuações eletrizantes de John Malkovich e Sam Rockwell, o filme se beneficia da combinação precisa de McDonagh entre drama comovente e comédia de humor mordaz.

Screen Daily

Bucking Fastard (Werner Herzog)

‘Bucking Fastard’ desperdiça o tempo do público e o talento de suas protagonistas Rooney e Kate. É possível quase sentir que este filme sem propósito e sem rumo vai inventando sua história à medida que avança, perdendo-se linha após linha, cena após cena.

The Guardian (40/100)

Herzog desperdiça duas boas atuações e um ótimo conceito. ‘Bucking Fastard’ não consegue estar à altura do legado de Lynch, pois as incursões de Herzog parecem mais becos sem saída do que portais para o subconsciente.

The Playlist (33/100)

Espirituoso, tocantemente excêntrico e irremediavelmente maluco, irá encantar e desconcertar o público na mesma proporção. As diferenças entre os rostos e as fisionomias de Kate e Rooney desaparecem lentamente. É nesse nível que elas estão sintonizadas.

IndieWire (83/100)

Ver as irmãs Mara juntas na tela pela primeira vez é um deleite constante, ainda que o restante do filme tenha resultados irregulares. ‘Bucking Fastard’ decepciona em muitos aspectos, pois é frequentemente disperso e inconsistente.

Next Best Picture (60/100)

As irmãs Mara se entregam à simbiose psicológica e física de suas personagens. Embora as conexões misteriosas sejam um terreno fértil, Herzog não parece muito interessado nelas, fazendo com que o filme pareça mais pretensioso do que perspicaz.

The Hollywood Reporter (50/100)

Uma comédia de humor ácido, uma fábula, um drama sobre duas desajustadas. Três filmes fundidos em um só, cada um consideravelmente menos interessante que o outro, ‘Bucking Fastard’ realmente parece um tropeço de um mestre do cinema como Werner Herzog.

AwardsWatch (42/100)

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