Críticas do 4º dia do Festival de Veneza 2026

Primetime (Lance Oppenheim)

Pattinson é um sujeito perturbado desde o primeiro frame de ‘Primetime’. Isso significa que não há para onde ir e quase nenhum arco narrativo do início ao fim, mas isso não torna os resultados dessa sátira sórdida menos estimulantes em sua visão sombria.

IndieWire (75/100)

A interpretação monomaníaca de Pattinson como Chris Hansen é a atuação mais focada do gênero desde Jake Gyllenhaal em ‘O Abutre’. ‘Primetime’ é uma estreia triunfante, digna de ser analisada minuciosamente com uma obsessão à la Hansen.

The Playlist (91/100)

‘Primetime’ é um thriller divertido e frequentemente perspicaz. Pattinson consegue interpretar de forma convincente o homem que Hansen quer que o público veja, mas é menos consistente ao retratar o profissional de televisão de meia-idade que teria incorporado essa persona em sua vida privada.

AwardsWatch (75/100)

O público é presenteado com mais uma grande atuação de Robert Pattinson em 2026, mas o verdadeiro destaque aqui é Skyler Gisondo. A atenção aos detalhes é precisa, e a montagem apresenta soluções visuais empolgantes e coloridas. O roteiro, porém, frequentemente se concentra em aspectos pouco importantes da história, o que faz o ritmo perder força.

Next Best Picture (70/100)

A imitação vocal de Pattinson, capturando as cadências conscientemente ensaiadas da fala de Hansen, é impressionante. As atuações extraordinárias fazem de ‘Primetime’ um filme impossível de parar de assistir, mesmo enquanto cresce a vontade de fugir para o boxe de chuveiro mais próximo.

Variety

Robert Pattinson está igualmente perturbador e arrepiante como o apresentador Chris Hansen. Mas, embora ‘Primetime’ seja divertido de uma maneira doentia e absurda, o filme demonstra pouca curiosidade intelectual ou psicológica para superar ‘Predators’ como um estudo mais sério, e pode deixar você se perguntando para quem e para quê serve esse anti-filme de encontro.

The Hollywood Reporter

Robert Pattinson entrega uma atuação marcante como o atormentado Hansen, e Merritt Wever está fenomenal como a produtora (fictícia) Andie Bender. No entanto, chegando apenas um ano depois do excelente documentário de David Osit, ‘Predators’, e recorrendo a muitos artifícios dramáticos, ‘Primetime’ pode parecer uma dramatização um tanto sensacionalista de um tema espinhoso da vida real.

Screen Daily

‘Primetime’ certamente será um filme divisivo. Bradando e lamentando as hipocrisias da era Bush com uma agressividade virtuosística e operística, é o tipo de filme que ou faz você se levantar e uivar junto, ou o deixa abatido e ligeiramente distante.

The Wrap

It Will Happen Tonight (Nanni Moretti)

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