Look Back (Hirokazu Koreeda)
“Esta história delicada, mas visual e emocionalmente cativante, se inspira na poética transformação das estações do ano para marcar sua passagem por aproximadamente uma década na vida de duas jovens artistas talentosas. Baseado no popular mangá de mesmo nome, o drama em tom melancólico não deixa de parecer um pouco arrastado em comparação com a fiel adaptação em anime de 2024, que conseguiu contar tudo o que precisava em menos de uma hora. Ainda assim, a força emocional duradoura do novo filme é inegável.“
The Hollywood Reporter (80/100)
“Embora Koreeda tente imprimir sua própria marca de sentimentalismo em “Look Back”, quando os créditos começam a subir, fica a dúvida sobre por que um cineasta de seu calibre dedicaria seu tempo a um longa que não passa de uma recriação bem executada de algo muito mais eficaz.“
Next Best Picture (60/100)
“A abordagem tipicamente contida de Koreeda soa, aqui, excessiva e manipuladora. Em seus melhores filmes, ele transmite com naturalidade a dor e a beleza inerentes à experiência de estar vivo, mas, em ‘Look Back’, ele força o público a se sentir devastado, em vez de permitir que essa reação surja lenta e inevitavelmente.“
Screen Daily (60/100)
“Deus sabe que Koreeda poderia ter transformado este filme em um verdadeiro drama de fazer chorar, se quisesse, mas, como deixa claro sua adaptação delicadamente comovente, ‘Look Back’ é mais do que apenas uma tragédia — é também um chamado à ação. É um convite para criar e apreciar essas belas lembranças do passado enquanto ainda temos a chance, porque o amanhã chegará antes que você perceba — se é que ele chegará.“
IndieWire (83/100)
“Parece um pouco injusto ser tão crítico com algo tão genuinamente doce quanto ‘Look Back’, mas o filme é só açúcar, sem nenhum valor nutritivo. Alguém como Koreeda é capaz de se entregar a uma atmosfera pacífica e reconfortante sem recorrer a uma negação tão grande das complexidades da realidade. Um filme não precisa reproduzir tão fielmente a felicidade e a ingenuidade da infância para capturar seus encantos.“
The Playlist (50/100)
“O filme não é feito apenas de doçura e leveza; em determinado momento, ele mergulha em lugares bastante perturbadores. Se Koreeda tropeça em algum momento, é em algumas das escolhas estruturais e estilísticas do desfecho. Narrativamente, é intrigante e, por vezes, comovente, mas o estilo despojado de Koreeeda nem sempre lida bem com a abstração. Parte do simbolismo das cenas finais do filme pode transmitir a sensação de que o diretor está lutando para expressar algo que permanece um pouco além de seu alcance. Mas essa é uma ressalva pequena. Com ‘Look Back’, Koreeda nos lembra por que é um dos grandes humanistas do cinema contemporâneo.“
Vulture (80/100)

The Spiral (Paolo Strippoli)
“Todo mundo no mundo do cinema aprendeu, com toda a seriedade, a chamar cineastas de “contadores de histórias”, apesar de cineastas não necessariamente precisarem oferecer uma narrativa convencional e de tantos deles, de qualquer forma, não serem muito bons nessa velha arte de contar histórias. Mas esse último ponto certamente não se aplica ao diretor italiano Paolo Strippoli, que trouxe a Veneza um filme eletrizante, hilário e de tirar o fôlego, no qual Valeria Bruni Tedeschi entrega a performance mais engraçada do festival — e a melhor de sua carreira.“
The Guardian (80/100)
“The Spiral tem falhas evidentes e aspectos bastante desagradáveis, mas também é um thriller divertido que leva uma loucura descontrolada para as telas. Quanto menos você souber antes de assisti-lo, melhor, porque Strippoli constrói um verdadeiro filme-pipoca, cheio de reviravoltas que mantêm o público tentando adivinhar o que acontecerá.“
Next Best Picture (70/100)
“Um filme conscientemente estiloso, repleto de elaborados planos de grua, profundidade de campo extremamente reduzida e imagens de grande angular vertiginosas, com uma paleta de cores sombria e desconcertante e algumas escolhas musicais marcantes.“
Screen Daily
“Uma fábula faustiana levemente absurda, elevada a proporções de grand guignol pelo domínio formal e exuberante de Strippoli sobre seu gênero favorito, “The Spiral” não chega a resultar em algo muito substancial, mas a soma de suas partes é suficientemente divertida e extravagante.“
Variety

