Mr. Nelson, Did You Kill People? (Shinya Tsukamoto)
“Alternando entre ocasionais pastiches da negritude na cultura pop (geralmente na forma de violência) e uma completa e total ausência de especificidade racial, acaba se tornando um simulacro sem vida sobre a morte e sobre como a guerra transforma pessoas comuns em assassinos, por meio da desumanização tanto das vítimas quanto dos perpetradores. É um objetivo admirável, mas empreendido com tamanha distância cultural e falta de curiosidade que chega a ser desconcertante, muito mais do que intrigante ou instrutivo.“
IndieWire (33/100)
“O filme não se esquiva de mostrar e explorar os aspectos brutais da humanidade e a rapidez com que as pessoas podem se perder na busca pelo que acreditam ser um “bem maior”. Mas também exagera tanto no melodrama que isso acaba se tornando uma distração e torna a experiência bastante arrastada.“
Next Best Picture (50/100)
“Parece haver dois filmes disputando a supremacia aqui. Um é um filme de guerra à moda antiga, que reserva espaço para o trauma de soldados individuais sob o argumento de que eles não tinham muita escolha pessoal. O outro apresenta uma visão mais dura de um inferno na Terra criado pelo homem, que violou praticamente todos os princípios do direito internacional humanitário e contou com a participação ativa de homens comuns que cometeram crimes extraordinários. As duas perspectivas coexistem de maneira desconfortável. Conciliá-las exigiria um domínio lúcido da matéria-prima da história, algo que não se evidencia aqui.“
Screen Daily

A Place to Heal (Cédric Kahn)
“O diretor Cédric Kahn combina compaixão com um olhar forense, frio e detalhista neste filme que desafia os gêneros e coloca um conturbado triângulo amoroso no centro da história. O filme de Kahn é potente e engajado, embora, às vezes, as atuações se aproximem de um teatro juvenil improvisado e de tom exageradamente declamado.“
The Guardian (80/100)
“Um filme inferior, com uma abordagem igualmente disposta a romper tabus, correria o risco de explorar seus temas em busca de uma provocação injustificada. Há alguns raros momentos em que o filme ultrapassa os limites e adentra um território talvez desconfortável demais para acrescentar algo significativo à história. Mas isso pouco diminui o que é uma jornada profundamente comovente, conduzida com maestria, para dentro e para fora deste lugar de cura meticulosamente retratado.“
IndieWire (100/100)
“O cineasta francês Cédric Kahn mergulha o espectador no mundo caótico de uma instituição psiquiátrica destinada a adolescentes. O filme é marcado por uma energia intensa. Zoé Monpart e Malou Khebizi se destacam pelas atuações. A obra carece de foco e não explora como deveria as complexidades desses jovens. Alguns personagens parecem mais estereótipos do que pessoas reais. No fim, a maioria deles fica sem uma resolução.“
Next Best Picture (60/100)
“Estritamente como trabalho de atuação, o novo filme de Kahn é envolvente, capturando as sutilezas e os excessos de adolescentes em meio à depressão, à bipolaridade e a outros transtornos emocionais. Mas, como narrativa, nunca chega a se constituir como um conjunto suficientemente poderoso, com uma parte final que toma um rumo improvável demais.“
The Hollywood Reporter
“O resultado remete a ‘Entre os Muros da Escola’, de Laurent Cantet, com seu estilo igualmente documental e foco nos jovens, ou ao trabalho mais rigoroso dos irmãos Dardenne, da Bélgica — pelo menos até o ato final, que rompe brevemente e de maneira bastante tocante com esse registro para se aproximar de uma ficção mais romantizada. Essa mudança inesperada pode dividir o público, embora seja um desvio bem-vindo em um filme que, apesar de bastante comovente, não chega a ser totalmente original.“
Variety

