All of a Sudden (Ryusuke Hamaguchi)
“É delicado e, às vezes, belamente realizado, mas também artificial e ocasionalmente apresenta personagens cuidadosos demais para parecerem críveis. Francamente, é um tanto preciosista. ‘All of a Sudden’ funciona melhor quando está completamente fora da relação exótica, rebuscada e excessivamente elaborada entre Mari e Marie-Lou. As cenas mais realistas são muito comoventes, mostrando pacientes com demência cercados por suas famílias e também revelando, muitas vezes por meio de fotos de suas versões mais jovens em empregos exigentes, como essas pessoas mudaram. O conceito central do filme soa um pouco autoconsciente.”
The Guardian (60/100)
“Menos interessante do que a dinâmica do “vão ficar juntas ou não?” é o papel que o desejo continua desempenhando na vida dessas mulheres. O sexo nunca é uma preocupação especialmente presente, mas a atuação delicada e etérea de Okamoto poderia facilmente resvalar em um sentimentalismo autoindulgente se ela não a mantivesse ancorada na sugestão de que Mari sente falta de algo mais vindo de Marie-Lou. ‘All of a Sudden’ talvez não alcance a mesma força visceral que ‘Evil Does Not Exist’, nem ofereça a riqueza emocional que ‘Happy Hour’ e ‘Drive My Car’ conquistam em seus desfechos, mas encontra uma potência própria na maneira convincente com que se torna mais esperançoso à medida que se aproxima da morte. Faz o impossível parecer possível.”
IndieWire (83/100)
“Virginie Efira e Tao Okamoto estão excelentes como personagens complexas e generosas, cuja presença em cena é magnética. All Of A Sudden nunca cai em um melodrama açucarado, preferindo uma abordagem contida que permite que seus momentos mais emocionantes atinjam com força total. Assim como Marie-Lou e Mari dedicaram a vida adulta a melhorar a vida dos outros, o elegante tributo de Ryusuke Hamaguchi à bondade e à curiosidade soa como um verdadeiro bálsamo.”
Screen Daily
“‘All of a Sudden’ evolui para uma emocionante afirmação dos direitos humanos mais básicos: respeito e dignidade. Se seus três horas e quinze minutos de duração se justificam ou não será motivo de debate. De qualquer forma, a recompensa vale a pena. Virginie Efira vem acumulando performances cada vez mais fortes desde que despontou no cinema belga e sua ternura natural transparece aqui, mesmo quando momentos de atrito revelam um lado mais frágil ou à beira do esgotamento. ‘All of a Sudden’ é um filme estranho, mas audacioso, na maneira como privilegia o temático em vez do dramático. Quem não estiver em sintonia com a sensibilidade de Ryusuke Hamaguchi talvez o ache excessivamente longo e árido. Mas, para aqueles que embarcarem em seu ritmo contemplativo, há uma beleza transcendente em sua visão de que todas as vidas têm valor, por mais fragilizadas que estejam.”
The Hollywood Reporter
“É o tipo mais raro de filme: não apenas bom o bastante para lembrar do que o cinema é capaz, mas grandioso o suficiente para lembrar do que a vida pode ser. Em certos momentos, suspenso nos longos e delicados fios de conversa que atravessam o magnífico roteiro de Ryusuke Hamaguchi e Léa Le Dimna, o filme alcança uma espécie de graça levitante antes de devolvê-lo à poltrona como uma versão ligeiramente diferente, e um pouco renovada, de quem você era antes.”
Variety
“É uma experiência rica para quem consegue se entregar ao seu ritmo lento e aos rios de diálogos. O trecho final é sombrio e, às vezes, disperso, mas Ryusuke Hamaguchi não é um diretor que exagera quando o assunto é fatalismo. Como já fez em ‘Drive My Car’, ele recorre ao teatro como forma de lidar com as complexidades da vida, privilegiando a ressonância melancólica em vez de explicações diretas. ‘All of a Sudden’ retorna à ideia de esperança em situações impossíveis; o filme insiste suavemente que ninguém é normal, e nos ajuda a encontrar beleza nisso.”
The Wrap

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