Teenage Sex and Death at Camp Miasma (Jane Schoenbrun)
“‘Teenage Sex and Death at Camp Miasma’ é denso e provocador, mas também encontra enorme prazer no cuidado e na elaboração do fazer cinematográfico, além de lembrar que prazer não é um conceito a ser excessivamente intelectualizado, e sim algo que pode ser sentido no próprio corpo.”
IndieWire (83/100)
“Jane Schoenbrun utiliza um slasher fictício do passado como portal para uma conversa sobre identidade e desejo. É um material estranho e ambicioso, talvez não tão emocionalmente impactante quanto ‘I Saw the TV Glow’, mas fascinante em sua confusão e honestidade. Assim como em Hacks, Hannah Einbinder está espirituosa e afiada, além de lidar muito bem com os momentos dramáticos. Já Gillian Anderson parece se divertir no papel; ela aproveita uma rara oportunidade de destaque no cinema e se entrega totalmente, servindo como um veículo para as obsessões complexas de Schoenbrun.”
The Hollywood Reporter
“Medo e desejo formam um coquetel explosivo no instantâneo clássico cult da meia-noite de Jane Schoenbrun, ‘Teenage Sex and Death at Camp Miasma’, uma homenagem psicodélica aos slashers do início dos anos 1980 que retoma o gênero de forma subversiva do tradicional olhar masculino.”
Deadline
“As duas performances centrais coroam um filme refinado justamente por sua recusa em parecer excessivamente polido. O longa revela que Schoenbrun não apenas domina plenamente a maneira como a forma pode ampliar sua mensagem, mas também parece se divertir intensamente no processo. É um filme profundamente pessoal, que fala sobre o conflito universal entre dever e desejo ao escavar carne, entranhas e ossos em busca do que está enterrado no íntimo de alguém: uma pulsante vontade de desejar, inegavelmente viva e que, uma vez libertada, não vai parar até saciar sua sede.”
The Playlist (100/100)
“Existem imagens e enquadramentos no longa de Jane Schoenbrun para os quais ainda não temos palavras. Alguns filmes não chegam até você como obras a serem assistidas, mas como visões que o possuem, e é essa a sensação provocada pelo mundo assombroso e hipnotizante que Schoenbrun e seus colaboradores construíram com tanto cuidado.”
The Wrap
“Uma meta-sátira vertiginosamente ambiciosa sobre Hollywood, propriedade intelectual, terror genérico e identidade de gênero e sexualidade, ‘Teenage Sex and Death at Camp Miasma’ inevitavelmente tropeça em alguns momentos, mas o turbilhão de ideias e a confiança da direção jamais vacilam.”
Screen Daily

Nagi Notes (Fukada Koji)
“A beleza do drama impecavelmente construído por Fukada está no que essa obscuridade revela sobre quem são seus personagens e em como eles foram tornados praticamente invisíveis pelas imposições de um mundo que exige explicações sem oferecer compreensão. Se ‘Nagi Notes’ é tão observador e natural que, às vezes, parece não buscar respostas, ou qualquer coisa, com a intensidade necessária, a elegante construção narrativa de Fukada gradualmente permite que esse filme silencioso adquira a força de um grito poderoso. Um grito que diz “SIGAM EM FRENTE!” para pessoas que talvez estivessem presas no mesmo lugar para sempre, e não apenas porque vivem em uma cidade tão pequena quanto Nagi.”
IndieWire (83/100)
“Fukada criou um filme de grande lucidez e serenidade, um drama de ritmo contemplativo ambientado na tranquila cidade de Nagi, no sul do Japão. ‘Nagi Notes’ reúne sentimentos secretos e acontecimentos turbulentos dignos de uma novela, incluindo a fuga sensacional de dois adolescentes apaixonados da cidade durante uma forte tempestade. Ainda assim, Fukada mantém uma distância fria; acompanhamos os acontecimentos quase como versos de um poema imagista. E toda a narrativa funciona como uma tentativa de decifrar o enigma de Yuri e Yoriko, as ex-cunhadas. Claro, não se trata exatamente de um enigma, talvez seja a coisa mais evidente do filme, mas há tato e delicadeza na forma como essa questão é finalmente resolvida.”
The Guardian (80/100)
“Ao mesmo tempo, por meio de tramas que exploram identidades LGBTQ+ com uma franqueza rara no cinema japonês, esse drama inclusivo não suaviza o quanto vilarejos como a cidade de Nagi podem ser sufocantes, até devastadores para a alma, quando valores tradicionais se confundem com um conformismo ameaçador. Pense em ‘Brokeback Mountain’ e ‘La Belle Noiseuse’, mas com personagens lésbicas e gays, além de um desfecho mais esperançoso.”
The Hollywood Reporter
“À sua maneira discreta, o filme é uma celebração da criatividade e das conexões emocionais criadas por meio da arte. Mas ‘Nagi Notes’ trata seus temas sem imposição e, em alguns momentos, é delicado quase em excesso.”
Screen Daily
“Nagi Notes corre o risco de soar óbvio em certos momentos, mas pode se permitir isso. Em meio à leveza primaveril da direção, Kōji Fukada valoriza uma sinceridade emocional suave e direta, enquanto seus personagens reprimidos e introspectivos aprendem a ouvir seus próprios impulsos no silêncio que os cerca. O filme mostra como Nagi pode ser tanto um refúgio quanto uma prisão para almas deslocadas em diferentes fases da vida. O filme modesto e contemplativo de Fukada sugere que talvez não haja problema em buscar uma certa solidão, juntos.”
Variety
“Assim como a escultura que nunca chega a ser completamente finalizada, o filme deixa muitas coisas deliberadamente incompletas e sem resolução. Mas os fragmentos que oferece, cada um precioso à sua maneira, fazem com que ainda valha muito a pena acompanhar Kōji Fukada esculpir tudo isso diante dos nossos olhos.”
The Wrap

A Woman’s Life (Charline Bourgeois-Tacquet)
“Charline Bourgeois-Tacquet usa seu segundo longa para se aprofundar em um período frequentemente ignorado da vida de uma mulher: a meia-idade tardia, quando preocupações com trabalho, amor, sexo e amizade se misturam ao peso e à ansiedade do envelhecimento em todas as áreas da vida. Gabrielle está no centro de tudo, mas e o próprio centro dela? Bem, ele está prestes a ruir. E não há ninguém melhor para retratar isso do que Léa Drucker, que se tornou uma das grandes intérpretes de mulheres à beira do limite. Ela não recorre a explosões temperamentais, emoções exageradas ou paixões descontroladas, mas a algo muito mais íntimo e profundamente reprimido. Gabrielle está à beira do colapso, sim, mas não pode simplesmente desmoronar.”
IndieWire (67/100)
“Sem grandes afetações ou ambições temáticas grandiosas, o filme apresenta não apenas uma personagem complexa, mas também o ritmo intenso e caótico de sua existência, com as pressões diárias do trabalho e escolhas pessoais cada vez mais desordenadas. Como narrativa, nunca é perfeitamente estruturado ou resolvido, mas também nunca se torna monótono. Recém-premiada com seu segundo César de Melhor Atriz por Case 137, Léa Drucker entrega outro retrato profundo e calejado de uma mulher que tenta se manter firme em um ambiente patriarcal. Mas ela também confere a Gabrielle uma vida sensual marcada pelo desejo: uma fisicalidade mais leve e eufórica na presença de Frida, que se torna rígida e contida diante de qualquer outra pessoa.”
Variety
“O intrigante e modesto drama de Charline Bourgeois-Tacquet mantém o foco em Gabrielle, mas, graças a um roteiro observador e à atuação equilibrada de Léa Drucker, oferece uma visão mais ampla da experiência feminina na meia-idade. Nas mãos de Drucker, Gabrielle é uma personagem tão dinâmica que apenas passar um tempo em sua companhia já basta.”
Screen Daily
“Embora não represente o grande salto artístico que uma rápida promoção à Competição Oficial pudesse sugerir, ‘A Woman’s Life’ é, à sua maneira, algo quase tão satisfatório: um segundo filme elegante e envolvente, que prova que o destaque anterior de Charline Bourgeois-Tacquet não foi acaso. Léa Drucker, fantástica em ‘Last Summer’, entrega outra atuação repleta de nuances, emoção e humor.”
The Hollywood Reporter

