Apostas para a competição do Festival de Cannes 2026

A seleção oficial da edição anual do Festival de Cannes, um dos maiores festivais de cinema do mundo, será divulgada no dia 9 de Abril, e, embora ninguém saiba de verdade quais filmes farão parte da competição (mostra mais importante do festival), muitos veículos já especularam quais filmes podem aparecer; aqui está a aposta da VHS, junto de alguns outros possíveis filmes:

⁠The Unknown, dir. Arthur Harari

Mesmo que só com dois longas, o diretor e roteirista Arthur Harari já esteve no festival três vezes, graças às suas colaborações com Justine Triet — que, além disso, também renderam um Oscar para ele. Em 2021, foi aclamado na mostra Un Certain Regard com Onoda, um filme histórico sobre o Japão na Segunda Grande Guerra Mundial. Se juntando agora com a vencedora da Palma de Ouro Léa Seydoux, seu filme já é um dos mais aguardados do festival.

Sheep in the Box, dir. Hirokazu Kore-eda

Vencedor da Palma de Ouro em 2018 com ‘Shoplifters’ e, mais recentemente, dirigindo o vencedor de Melhor Roteiro ‘Monster’ em 2023, Kore-eda é uma das figurinhas carimbadas do festival. Com lançamento no Japão ainda em maio e na França em dezembro, o filme é um dos mais esperados para integrar a seleção oficial da competição.

The Birthday Party, dir. Léa Mysius

Os últimos filmes de Léa Mysius vêm cambaleando entre a Quinzena dos Diretores e a Semana dos Críticos, sempre saindo como um dos grandes nomes das mostras, mas sem muito êxito em conseguir prêmios. Seu novo filme segue a noite de aniversário de uma mãe quando eventos terríveis interrompem a paz da noite — será finalmente sua hora de brilhar?

Fjord, dir. Cristian Mungiu

Vencedor da Palma de Ouro em 2007 com o memorável ‘4 Months, 3 Weeks and 2 Days’, de Melhor Roteiro em 2012 com ‘Beyond the Hills’ e de Melhor Direção em 2016 com ‘Graduation’, o diretor romeno Cristian Mungiu é altamente esperado na competição de Cannes com seu longa, já adquirido pela Neon e estrelado por Sebastian Stan e pela vencedora de Melhor Atriz no festival em 2021, Renate Reinsve. 

Hot Spot, dir. Agnieszka Smoczyńska

Desde sua rápida ascensão aos holofotes em 2016, quando The Lure teve sua estreia em Sundance, todos os filmes de Agnieszka Smoczyńska tiveram a estreia em alguma das sessões do Festival de Cannes. A polonesa agora se aventura em um filme de crime e ficção científica estrelado por Noomi Rapace interpretando uma bruxa digital que gradativamente toma o controle da vida de um investigador particular.

Parallel Tales, dir. Asghar Farhadi

O diretor Iraniano conhecido pelo indicado ao Oscar ‘A Separation’ deve retornar ao festival, com direito a lugar na competição, com seu novo longa estrelado por Isabelle Huppert, Virginie Efira, Vincent Cassel e Catherine Deneuve. Farhadi tem uma longa história com o festival, já tendo vencido o Prêmio de Melhor Roteiro em 2016 com ‘The Salesman’ e, mais recentemente, o Grande Prêmio do Júri em 2021 com ‘A Hero’.  

The Beloved, dir. Rodrigo Sorogoyen

Em 2022, o espanhol Rodrigo Sorogoyen teve sua primeira estreia na seleção oficial, com As Bestas na mostra Cannes Premiere — que Thierry Frémaux, diretor do festival, já disse que é sua mostra favorita fora a competição oficial — e foi convidado poucos anos depois para presidir o júri da Semana da Crítica. Para um diretor tão queridinho de Thierry, não seria nenhuma surpresa vê-lo na seleção principal esse ano.

All of a Sudden, dir. Ryusuke Hamaguchi

Um dos diretores mais interessantes da atualidade, Hamaguchi é bastante esperado na competição pela Palma deste ano com seu longa estrelado por Virginie Efira e Tao Okamoto. Recentemente, venceu o prêmio de Melhor Roteiro no festival em 2021 com ‘Drive My Car’, que também foi conquistou o Oscar de Melhor Filme Internacional. 

Milo, dir. Nicole Garcia 

Nicole Garcia não é nenhuma estranha para o festival de Cannes, afinal, quatro filmes da diretora francesa já passaram pela competição oficial. Mas não acaba por aí, como atriz, Nicole já esteve presente em seis edições diferentes do festival, em dois filmes premiados pelo júri e pelo FIPRESCI. Além disso, Milo conta com uma das atrizes que o festival mais está atrasado para premiar: a vencedora do Oscar Marion Cotillard. 

Her Private Hell, dir. Nicolas Winding Refn

Refn é esperado na competição esse ano com seu filme estrelado por Sophie Thatcher, Havana Rose Liu, Hidetoshi Nishijima, Charles Melton, Diego Calva e Aoi Yamada. Venceu o prêmio de Melhor Direção na edição de 2011 com o famoso ‘Drive’ e esteve na competição em 2016 com ‘The Neon Demon’, o quinto filme mais aplaudido de pé na história do festival.

Red Rocks, dir. Bruno Dumont

Bruno Dumont é um dos diretores mais amados de Cannes neste século. Depois de ganhar o Caméra D’or em 1997, seis dos seus filmes tiveram estreias no festival: dois no Un Certain Regard, onde ele ganhou o Prêmio do Júri, e quatro deles na competição oficial, onde ele foi concedido o Grande Prêmio, em 2006. Seu novo filme é descrito como um novo Amor Sublime Amor, um romance onde duas gangues rivais disputam cliff diving no verão.

Paper Tiger, dir. James Gray

Com Adam Driver, Scarlett Johansson e Milles Teller no elenco, o novo longa de James Gray é definitivamente um dos mais aguardados na edição do festival deste ano. Apesar de nunca ter sido premiado, Gray já teve 5 filmes na competição oficial de Cannes, mais recentemente com ‘Armageddon Times’, que não gerou muito barulho.

After, dir. Kirill Serebrennikov

Louis Garrel estrela o novo filme do russo Kirill Serebrennikov, que nos últimos dois anos teve filmes estreando no Festival de Cannes — um na competição e o outro na sessão Cannes Premieres. Em 2021, foi vencedor de um prêmio técnico por Petrov’s Flu e deve voltar à competição em 2026.

Out of This World, dir. Albert Serra

O diretor espanhol e queridinho da Cahiers du Cinéma, Albert Serra, é esperado na competição com seu novo longa. Inicialmente, Kristen Stewart foi anunciada para interpretar o papel principal, porém, teve que deixar a produção por conflitos de agenda e foi substituída por Riley Keough. Serra ganhou o Prêmio Especial do Júri na mostra Un Certain Regard em 2019, com ‘Liberté’, e foi promovido à competição pela primeira vez em 2022 com o aclamado na França ‘Pacifiction’.

Gentle Monster, dir. Marie Kreutzer

Marie Kreutzer só teve um filme no festival até hoje. Em 2022, Corsage estreou na mostra Un Certain Regard e chamou muita atenção para si — principalmente pela atuação de Vicky Krieps que, além de ganhar o prêmio de atuação da mostra, também fez com que a atriz vencesse o European Film Awards, onde Marie também conquistou indicações nas categorias de Direção e Filme. Com toda essa repercussão de seu último filme, é muito provável que seu filme esteja na seleção oficial de 2026.

Coward, dir. Lukas Dhont

Após arrasar corações em 2022 com o emocionante ‘Close’, vencedor do Grande Premio do Júri no festival e indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional, Lukas Dhont deve retornar para Cannes com seu aguardado próximo longa, ‘Coward’, um drama situado durante a primeira guerra mundial. 

Dora, dir. July Jung

O terceiro longa-metragem da sul-coreana July Jung pode marcar sua terceira estreia no Festival de Cannes, após dois filmes muito bem recebidos na Semana dos Críticos e Un Certain Regard. Dora segue uma jovem adulta PCD (interpretada pela idol Kim Do-yeon, do grupo Weki Meki) que usa a força do amor para superar o ódio. Sakura Ando, protagonista de Shoplifters, a Palma de Ouro de 2018, interpretará outra personagem que ainda não foi identificada.

Minotaur, dir. Andrey Zvyagintsev

O diretor Russo Andrey Zvyagintsev é outra figura muito aguardada para retornar ao festival com seu primeiro filme em 9 anos, ‘Minotaur’. Zvyagintsev venceu o prêmio de Melhor Roteiro em 2014 com ‘Leviathan’ e o Prêmio do Júri em 2017 com ‘Loveless’, ambos indicados ao Oscar de Melhor Filme Internacional. 

Butterfly Jam, dir. Kantemir Balagov

Talvez uma das apostas mais arriscadas dessa lista, Butterfly Jam é o terceiro filme do jovem russo Kantemir Bagalov, que já pode ser considerado figurinha repetida no Festival de Cannes, já que seus dois primeiros longas tiveram suas estreias na mostra Un Certain Regard em 2017 e 2019. Ambos extremamente bem recebidos, Beanpole rendeu a ele um prêmio de Melhor Direção no festival na sua última aparição, logo após vencer o prêmio FIPRESCI por seu primeiro filme. Agora com um elenco de peso — Riley Keough, Barry Keoghan, Harry Melling e Monica Bellucci, todos rostos conhecidos no festival — Balagov pode surpreender na lista da competição oficial dia 9.

Estela de Sombra, dir. Carlos Reygadas

Reygadas, que fez parte do júri na edição do ano passado, tem grandes chances de retornar à competição do festival com ‘Estela de Sombra’, seu primeiro filme desde 2018. O diretor Mexicano já passou pelo festival algumas vezes, tendo vencido o Prêmio do Júri em 2007 com ‘Silent Light’ e o prêmio de Melhor Direção em 2012 com ‘Post Tenebras Lux’. 

Amarga Navidad, dir. Pedro Almodóvar

Nos últimos anos, Almodóvar vem transitando entre Cannes e Veneza para a estreia global de seus filmes — The Room Next Door, Madres Paralelas e The Human Voice foram para Veneza, enquanto Strange Way Of Life, Dolor y Gloria e Julieta, para Cannes — e, até então, tudo indica que Amarga Navidad deve entrar na competição do festival francês. Isso é, assim como Dolor y Gloria, o filme teve uma estreia doméstica antes da divulgação da seleção, o que não aconteceu com os filmes de Veneza.

1949 (Fatherland), dir. Paweł Pawlikowski

Apesar de ainda incerto, o retorno de Pawlikowski a Cannes é bastante aguardado com seu novo filme ‘1949’, estrelado por Hanns Zischler e pela baronesa das artes alemãs, Sandra Huller. O diretor venceu o prêmio de Melhor Direção no festival em 2018 por ‘Cold War’, longa que também lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Direção. 


Além dos 22 filmes que apostamos para a competição, aqui vão mais alguns nomes que também vemos possibilidade de inclusão.

Outras possibilidades
1. The End Of Oak Street, dir. David Robert Mitchell
2. Hope, dir. Na Hong-jin
3. Full Phill, dir. Quentin Dupieux 
4. Teenage Sex And Death At Camp Miasma, dir. Jane Schoenbrun
5. 15/18, dir. Cédric Kahn
6. Un Bon Petit Soldat, dir. Stéphane Brizé
⁠⁠7. It Will Happen Tonight, dir. Nanni Moretti
⁠8. Bucking Farstad/The Twilight World, dir. Werner Herzog
9. Place To Be, dir. Kornél Mundruczó
⁠⁠10. On The Land And Sea, dir. Hlynur Pálmason
⁠11. Burning Rainbow Farm, dir. Justin Kurzel 
12. Let Love In, dir. Felix van Groeningen
13. Roma Elastica, dir. Bertrand Mandico
⁠14. Don't Let The Sun Go Up On Me, dir. Asmae El Moudir
15. I See Buildings Fall Like Lightning, dir. Clio Barnard
16. Les Yeux Vert, dir. Fanny Liatard & Jérémy Trouilh
17. Dansker, dir. Jonas Poher Rasmussen
18. Everytime, dir. Sandra Wollner

Long shots (menor possibilidade)
1. Colony, dir. Yeon Song-ho
2. Possible Love, dir. Lee Chang-dong
3. Cábula, dir. Lila Avilés
4. A Girl Unknown, dir. Zou Jing
5. Mimesis, dir. Kaouther Ben Hania
6. Une Femme Aujourd’hu, dir. Robert Guédiguian
7. La Chaleur, dir. Stéphane Demoustier
8. If Love Should Die, dir. Mia Hansen-Løve
9. Four Seasons In Java, dir. Kamila Andini


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