Confira as críticas do 8º dia do Festival de Veneza

Duse (Pietro Marcello)

“Ter um vislumbre da vida trágica, porém envolvente, dessa figura é uma experiência fascinante, que funciona sobretudo graças à intérprete singular que mantém o filme firme em seu ponto mais sólido. Valeria Bruni Tedeschi entrega uma atuação excepcional, cheia de vitalidade e absolutamente cativante. Alguns aspectos técnicos também se destacam, com menção especial para o figurino e a trilha sonora.”

Next Best Picture (70/100)

“É um exercício que o diretor e seus corroteristas não conseguem executar plenamente, mas que ainda resulta em uma jornada original e instigante. Profundamente cinematográfico, é um filme voltado para o público de cinema de arte interessado em história e que aprecia um desafio.”

Screen Daily

“Vale notar que Eleonora Duse é uma figura histórica sobre a qual há pouquíssima documentação. Praticamente nada foi registrado de sua atuação ou de sua voz, razão pela qual Marcello opta por uma exploração fictícia de sua vida. É uma pena, portanto, que a figura que ele constrói seja tão unidimensional. Bruni Tedeschi, que neste papel guarda uma notável semelhança com a historiadora Mary Beard, interpreta Duse com uma voz constantemente elevada e um fervor teatral de olhos esbugalhados que, a princípio, soa desconfortavelmente caricatural.”

IndieWire (58/100)

“A estrela do teatro italiano Eleonora Duse ganha uma cinebiografia reverente sobre sua fase tardia, mas que deixa de justificar, para os não iniciados, por que ela merece tal reverência. Essa é uma forma exaustiva de construir uma cinebiografia, principalmente porque é difícil pensar em qualquer figura histórica — exceto talvez Jesus — que merecesse tanta adoração, quanto mais uma atriz de teatro italiana em grande parte desconhecida fora de seu país natal ou do restrito campo da história do teatro.”

Variety

“À medida que Duse se aproxima de seu final inevitável, com a saúde da protagonista em constante declínio, Marcello vai além de algo tão simplista quanto uma fábula ou parábola moral. Trata-se de uma declaração de propósitos de um cineasta que encontra nova vitalidade ao continuar a explorar a plasticidade de um meio já consolidado. Para Marcello, a única arte responsável em tempos de necessidade é uma arte responsiva.”

Slant (75/100)

In the Hand of Dante (Julian Schnabel)

“É uma bagunça extensa e ambiciosa que às vezes é difícil de seguir. Mas se você gostou do excesso desconcertante de ‘Megalopolis’, então este pode ser um para você.”

Metro UK (40/100)

“Um épico audacioso, mas desastrosamente confuso. Momoa e Gadot são atores cujas atuações já foram questionadas no passado, aqui dá para entender o motivo, mas a verdadeira decepção é Oscar Isaac, de quem sabemos ser capaz de muito mais.”

Awards Watch (33/100)

“Gadot, uma das atrizes mais rígida de Hollywood, entrega suas falas como se tivesse recebido o roteiro minutos antes, ensaiando sua performance diante de nós. O filme faz o espectador sentir-se arrastado pelos diversos níveis do inferno ao longo de 2h30 repleto de diálogos incompreensíveis, sotaques desconcertantes e uma das mais flagrantes falhas de continuidade da história recente do cinema.”

Little White Lies

“Mesmo quando sai dos trilhos, #InTheHandOfDante nunca é entediante. E sempre há algo glorioso para se ver. Um filme tão loucamente ambicioso que quase funciona já é, por si só, um tipo de milagre.”

The Hollywood Repórter

“O filme paralela duas linhas do tempo com estéticas distintas, os anos 1300 em cores, os anos 2000 em preto e branco, e demonstra igual desinteresse pelo que esses mundos têm em comum.”

The Film Stage

“Uma espécie de fantasia quase biográfica sobre Dante e o falecido escritor americano Nick Tosches, o filme naufraga apesar de algumas atuações divertidas e, por vezes, exageradamente dramáticas.”

Screen Daily

“Gadot, cuja missão de provar que sua atuação em ‘Mulher Maravilha’ foi um golpe de sorte continua firme, segue bem-sucedida. Ela passa a maior parte do filme com aparência e voz sonolentas, o que só nos dá vontade de dormir também.”

The Wrap

“Quanto a Gadot, seria mais crível que Isaac dividisse as cenas românticos com Momoa do que com ela, que entrega cada fala como se estivesse inventando as palavras no momento. O filme desperta nossa reação primitiva de luta ou fuga: é comparável a um aprisionamento para os azarados que precisam suportar seus dolorosos 151 minutos.”

The Playlist (16/100)

The Voice of Hind Rajab (Kaouther Ben Hania)

“Especificamente, The Voice of Hind Rajab é um thriller de fone de ouvido. O longa tenso se concentra em pessoas confinadas a uma mesa, falando ao telefone com alguém em perigo. Não se trata apenas de um filme de gênero; está enraizado em uma história bem documentada, com profundo e angustiante significado geopolítico.”

The Hollywood Reporter

“A filmografia de Hania traz um senso de intimidade diretamente à tela, e ela e os atores criam um filme impactante que certamente incitará o mesmo tipo de raiva e tragédia que esses personagens testemunham. É uma representação poderosa da humanidade que está sendo perdida nesse período, e, por mais difícil que seja assistir, não podemos desviar o olhar.”

Next Best Picture (80/100)

“Se The Voice of Hind Rajab abrir um olho, ou ouvido, até então fechado, sobre a demolição de Palestina por Israel, terá cumprido seu papel. Mas é um instrumento direto e desconcertante.”

Variety

“Em alguns momentos, a diretora insere imagens reais dessas pessoas, colocando-as de forma comovente ao lado de suas contrapartes na tela. Tais momentos poderiam parecer uma indulgência artística ou meta-ficcional, mas ela os usa com parcimônia, inserindo-os tanto como forma de atestar a autenticidade da recriação quanto para sugerir que as cicatrizes desse dia (e, por extensão, de toda essa era) viverão por muito tempo, talvez para sempre. Os resultados são excepcionalmente poderosos.”

Vulture

“Movido pela tristeza e pela raiva, “A Voz de Hind Rajab” recusa suavizar suas imagens. As reencenações parecem e se sentem exatamente como tal, situadas em um escritório monótono e apropriado ao local, sob luzes fluorescentes severas, refletindo a fúria intensa de quem está na tela, atrás da câmera e na plateia.”

TheWrap


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