After The Hunt (Luca Guadagnino)
“Julia Roberts se diverte em uma performance dramática que revitaliza sua carreira. Mas After The Hunt não é suficiente; suas ideias, tiradas de um tempo anterior, são transpostas para o nosso com uma ambígua generalização sobre o que querem dizer.”
IndieWire (50/100)
“Luca Guadagnino erra a mão, After The Hunt é desconcertantemente longo e excessivo, preocupantemente confuso e artificial, talvez precisando de mais versões de roteiro para revelar um drama mais claro e satisfatório.”
The Guardian (40/100)
“After The Hunt exibe um grande sorriso no rosto de pura malícia, divertindo-se em conduzir personagens e público a um atoleiro ético sem saída aparente. Julia Roberts, em sua melhor atuação em anos, está magnética.”
The Telegraph (100/100)
“O roteiro lança provocações sobre a percepção dessa nova geração como mimada, mas é difícil encontrar um traço de real substância. Roberts ancora sua melhor atuação em mais de uma década nesse retrato de uma amargura politicamente incorreta.”
The Playlist (58/100)
“Julia Roberts em plena forma: ela se diverte em carregar um filme que claramente quer ser assunto de rodinha. Mas não é um filme fácil de digerir, talvez porque esteja cheio de ‘hipócritas privilegiados e mimados’, como alguém diz em certo momento.”
Radio Times (40/100)
“Há algumas ideias interessantes. No fim, porém, a autoproclamada grandiosidade do filme não só sufoca como também enfraquece seus pontos mais fortes. Roberts é cativante como a conflituosa Alma, captando a desconfortável dicotomia entre suas palavras e ações.”
Screen Daily
“É o tipo de papel que rende indicações a prêmios se cair nas mãos certas, e Roberts é, sem dúvida, a pessoa certa. Sua atuação é magistralmente controlada, e o filme teria sido melhor se todos os outros envolvidos tivessem demonstrado um pouco desse controle.”
BBC (60/100)
“After The Hunt foi feito com considerável técnica e certo mistério, mas é também uma experiência estranhamente confusa. Uma história que, por vezes, é tensa e envolvente, mas pontuada por artifícios e muitas perguntas vagas sem resposta.”
Variety
“Parece inacreditável que o talentoso cineasta que nos trouxe ‘Rivais’ e ‘Queer’ consiga entregar algo tão rígido e sem vida. Talvez tenha sido o desejo de trabalhar com Julia Roberts, para quem este é uma exibição incontestável de talento.”
The Hollywood Reporter
“Julia Roberts está em seu melhor momento, imperiosa e inquieta como uma professora de literatura. Ela é simplesmente uma potência, Sem dúvida, esta será sua quinta indicação ao Oscar, provavelmente, seu segundo prêmio.”
The Times (100/100)
“Apresenta uma visão regressiva e pouco imaginativa da era pós-MeToo. Abordar o tema da cultura do cancelamento não é o mesmo que enfrentá-lo de forma significativa; o que incomoda não são as provocações, mas a forma reacionária com que são desperdiçadas.”
The Film Stage

No Other Choice (Park Chan-wook)
Embargo às 16h45
(A ser anunciado)

At Work (Valérie Donzelli)
“Valérie Donzelli nos entrega uma estranha mistura de realismo e ingênua singeleza neste filme, baseado em um romance autobiográfico do fotógrafo francês que se tornou escritor, Franck Courtès. Há algumas reflexões interessantes sobre a economia dos “bicos”, mas também representações muito clichês e inverossímeis do que acontece quando alguém se torna um autor literário.“
The Guardian (40/100)
“At Work é um filme que entende que ser artista não é sobre apenas ao trabalho criativo final; trata-se também de uma postura de oposição ao mundo, uma recusa em se conformar com os modos típicos de se sustentar e encontrar realização. […] Como Donzelli provou em seu último filme, Just the Two of Us, ela [a diretora] prospera como dramaturga ao nos deixar desconfortáveis: seus protagonistas enfrentam seus limites psicológicos, e as fronteiras emocionais são postas de lado.“
Cineuropa
“Essa jornada, no entanto — por mais envolvente que possa ter parecido no romance de Franck Courtès, no qual o filme se baseia — é incrivelmente monótona e, em alguns momentos, chega a soar bastante condescendente com pessoas que são realmente pobres (uma contradição que o roteiro tenta abordar, mas nunca consegue de fato resolver). Os franceses normalmente lidam bem com esse tipo de tema — a dignidade do trabalho e tudo mais —, mas At Work é difícil de envolver o espectador e parece pequeno demais na Competição de Veneza, um espaço menor já teria sido mais do que suficiente.“
Deadline
“Praticamente um one-man-show, Paul (Bastien Bouillon) sustenta o filme apoiado por um rosto que parece diferente a cada ângulo. Se esta fábula modesta parece pequena em uma competição dominada por cineastas que buscam o grandioso, não é por falta de substância. Repleto de observações sutis sobre o microclima de um cenário econômico particularmente infernal, At Work é uma história envolvente sobre um homem tentando escrever uma história envolvente, com um diamante de sabedoria arduamente conquistada em seu núcleo.“
Indiewire (83/100)

