Bugonia (Yorgos Lanthimos)
“Bugonia é uma verdadeira aula de direção de Lanthimos. As performances físicas de Plemons e Stone refletem a intensidade de seus personagens, e Lanthimos os leva ao limite, fazendo-os corresponder às escaladas da narrativa com intensidade feroz.”
The Playlist (91/100)
“Emma Stone e Jesse Plemons estão ótimos como dois indivíduos em lados opostos de um abismo ideológico. É uma mensagem séria transmitida no estilo divertido de Lanthimos e reforçada por um clímax que consegue ser ao mesmo tempo exagerado e de cortar o coração.”
Screen Daily
“Bugonia vai fazer você rir, se contorcer e se surpreender na mesma medida, mas o filme sempre transmite a sensação de estar no controle sobre qual dessas emoções quer provocar em cada momento. Lanthimos é um mestre em criar atmosfera, e Bugonia realmente parece mostrar o diretor no auge de sua forma.”
Screen Rant (80/100)
“Lanthimos extrai com maestria o máximo de tensão cômica. Stone e Plemons se mostram cúmplices ideais, com atuações cuidadosamente equilibradas que os fazem alternar entre heróis e vilões, sem nunca aniquilar totalmente nossa simpatia por eles – nem conquistá-la de vez.”
Telegraph UK (100/100)
“Stone e Plemons estão ótimos, claramente sintonizados com a sensibilidade idiossincrática do diretor e elevando mutuamente o nível de suas performances. Bugonia está longe de ser o melhor trabalho de Lanthimos, mas impressiona visualmente.“
The Hollywood Reporter
“É ao mesmo tempo uma bobagem engraçada e perturbadora e um filme com uma mensagem sincera para o nosso presente em desintegração. Emma Stone está, previsivelmente, ótima, e Jesse Plemons está formidável e sem artifícios.“
Indiewire (75/100)
“Lanthimos está no auge visionário e niilista em um filme sobre o que está acontecendo com o mundo. Mesmo quando estamos rindo, ou talvez apenas em choque, o filme transita para algo profundamente cósmico e humano.”
Variety
“Macabro e divertido, Bugonia traz uma performance previsivelmente boa de Emma Stone, uma trilha orquestral estrondosa e, o mais importante, um final em montagem maravilhoso, mas é uma longa, longa preparação para esse grande final.”
The Guardian (60/100)
“Se resta dúvida de que este é um filme de Lanthimos, a montagem que encerra essa imprevisível desventura observa o mundo com uma honestidade tão sombria e tão cheia de afeto, que dificilmente poderia ser confundida com a de qualquer outro cineasta.“
The Film Stage (75/100)
“Quando Bugonia chega ao fim, com uma série de imagens belas e assombrosas que parecem surgir do nada, entendemos que, por trás de sua aparente indiferença irônica, existe um profundo anseio por conexão.“
Vulture (80/100)

Orphan (László Nemes)
“Nemes sempre interessante demonstra um controle técnico impressionante nesta dolorosa e sombria história sobre um garoto que conhece o pai que nunca teve. No entanto, há algo de rígido e por vezes monótono na forma como isso é apresentado ao público. A atuação de Barábas é, francamente, mais teatral do que real, em seu constante franzir de sobrancelhas de ressentimento justo. É um filme pequeno desse cineasta que sempre foi interessante.”
The Guardian (3/5)
“O motor emocional do filme é o menos convincente. Barabás tem uma grande presença em cena, mas o roteiro de Nemes e sua coautora Clara Royer apenas gira em falso — uma vez qu não há para onde ir, já que não existem muitos tons de cinza disponíveis para o protagonista. Pode-se vê-lo como uma metáfora da Hungria pós-guerra, e é uma boa metáfora, sendo a história de uma imposição tirânica na vida de um jovem sonhador. Mas, como filme, falta nuance: um samba de uma nota só, rico em detalhes, mas que precisaria de mais amplitude e profundidade.”
Deadline
“Orphan não é, de forma alguma, um filme de baixo orçamento, mas sua realização é minimalista. Nemes, como sempre, prospera em truques, coreografia e marcação de cena, em vez de grandes sequências espetaculares. […] O entendimento do diretor sobre os métodos de filmagem da época em que seu filme se passa diferencia “Orphan” de outros dramas históricos mais convencionais. Como em “O Filho de Saul” e “Crepúsculo”, trata-se de um empreendimento sofisticado e, em termos de técnica, acima da média.“
Indiewire (83/100)
“O ator estreante Barabás carrega muito peso aqui. Ele é abençoado com uma fisicalidade tensa e inquieta na tela, além de um olhar à la Marlon Brando com um cabelo loiro marcante. O diretor Nemes o conduz a uma postura de defesa vulnerável e preparada que serve bem aos propósitos do filme — mesmo que seu personagem também careça de luz interior. O filme é indiscutivelmente belo, mas frequentemente tão bem iluminado e composto, em uma paleta quente de areia a ferrugem a poucos graus do sépia, que corre o risco de conotar uma nostalgia deslocada pelos piores tempos. Enquanto “O Filho de Saul” avançava como um pesadelo claustrofóbico, “Orphan” recua para contemplar outro. Há muito horror aqui, e muita beleza, mas pouca tensão significativa entre os dois.”
Variety
“Orphan parece mais um exercício preocupado com a precisão de sua execução técnica do que com as rédeas incontroláveis de seu eixo emocional. É um companheiro frustrante de “O Filho de Saul”, obra muito melhor de Nemes e com uma compreensão muito mais firme não apenas da tragédia do protagonista, mas também das complexidades do cinema como ferramenta formal de catarse histórica – uma curiosidade que o diretor parece ter perdido completamente em seu novo trabalho.”
The Playlist (50/100)

Jay Kelly (Noah Baumbach)
“O filme de Baumbach gira em torno de um território já explorado por ‘8½’, de Fellini, e ‘Memórias’, de Woody Allen, mas sufoca tudo em um xarope enjoativo.”
The Guardian (20/100)
“O fato de Clooney interpretar apenas uma versão mais triste e limitada de si mesmo parece resolver quaisquer questões de verossimilhança. O filme de Baumbach, inusitadamente sentimental, fica aquém ao tentar chegar a um final digno de roteiro de cinema.”
IndieWire (67/100)
“Clooney está interpretando a si mesmo em ‘Jay Kelly’? Talvez. Mas um roteiro brilhantemente inteligente de Noah Baumbach e Emily Mortimer faz com que isso funcione a seu favor.”
The Telegraph (100/100)
“Clooney interpreta tudo com tanta naturalidade que ele, assim como o filme, acaba nos surpreendendo. Este é o papel de sua vida, em muitos sentidos. E ele entrega a atuação de sua carreira.”
Vulture (70/100)
“‘Jay Kelly’ relata com compaixão o impacto humano da fama. George Clooney é ideal para interpretar um ator mais velho, elegante e carismático, que teme nunca ter sido um artista de grande profundidade.”
Screen Daily (70/100)
“É um retrato do mundo do cinema, feito com muito cuidado, afeto e boas doses de fofoca divertida. Clooney, interpretando uma variação de si mesmo, faz um trabalho magistral ao nos mostrar a celebridade de dentro para fora, desconstruindo a própria noção de estrelato.”
Variety (60/100)
“‘Jay Kelly’ oferece a um autêntico astro do cinema moderno o desafio de convencer interpretando justamente um astro do cinema. O fato do filme lhe dar muito mais do que a superfície desse homem para interpretar é o milagre do longa de Baumbach.”
Deadline
“Seria tentador dizer que ‘Jay Kelly’ pertence a Clooney, mas isso não é verdade. Adam Sandler tem seus próprios momentos comoventes como o agente resiliente de Kelly, assim como Laura Dern, Riley Keough, Stacy Keach e um arsenal de coadjuvantes.”
The Wrap
“Há prazer em apreciar o trabalho sutil de Adam Sandler e o elenco de apoio incrivelmente talentoso. Mas o quarto longa de Baumbach para a Netflix é, no máximo, um Baumbach mediano.”
The Hollywood Reporter (60/100)
“Se Clooney está interpretando mais uma variação de si mesmo em ‘Jay Kelly’, ao menos o faz de uma forma muito mais crua e reveladora do que jamais havia feito.”
The Independent (80/100)

