Die, My Love (Lynne Ramsey)
“Jennifer Lawrence está melhor do que nunca. O filme tem sua cota de acontecimentos, mas é essencialmente uma obra de atmosfera, um longo colapso nervoso, em vez de um drama com enredo. O que impede o filme de se tornar estressante demais é que Lawrence está sempre forte e vibrante, mesmo nos momentos mais difíceis da personagem.”
BBC (60/100)
“‘Die My Love’ é concebido, na verdade, como uma espécie de filme-tese: imprudente na superfície, mas excessivamente calculado. E acho que é por isso que a atuação de Jennifer Lawrence parece tão explosiva e, ao mesmo tempo, tão contida emocionalmente.”
Variety
“Sua atuação vai chocar o público mais convencional. O que Lawrence realiza aqui é extremamente impressionante: uma estrela de cinema de primeira linha se entregando, sem reservas, à visão distorcida e exigentemente miserável de um cineasta. Lawrence entrega uma atuação sem restrições como uma mãe em queda livre — do tipo que costuma render prêmios de Melhor Atriz em festivais.”
IndieWire (75/100)
“Lawrence se destaca como uma mulher cujo transtorno bipolar é agravado pela infidelidade do marido, interpretado por Robert Pattinson, com uma direção poderosa de Lynne Ramsay. ‘Die, My Love’ é intenso, raivoso, envolvente e intensamente, sensualmente atento a cada detalhe do próprio prazer e da própria dor.”
The Guardian (80/100)
“‘Die, My Love’ é concebido, na verdade, como uma espécie de filme-tese: imprudente na superfície, mas excessivamente calculado. E acho que é por isso que a atuação de Jennifer Lawrence parece tão explosiva e, ao mesmo tempo, tão contida emocionalmente.”
Variety
“Ancorado por uma atuação hilária e devastadora, um verdadeiro tour-de-force de Jennifer Lawrence, ‘Die, My Love’ é, desde o início, um filme definitivo sobre a beleza e a miséria da maternidade. A melhor atuação de carreira de Jennifer Lawrence em um espetáculo de suspense imperdível que transforma a experiência de uma única mulher em uma epopeia psicológica brutalmente honesta.”
Collider (80/100)
“O grande destaque aqui é Robert Pattinson, cuja atuação complexa revela tanto o homem que Grace não suporta quanto aquele que se preocupa com a esposa. Ramsay usa todos os recursos visuais e também na atuação de Lawrence, mas tudo acontece rápido demais, e o comportamento instável de Grace perde o impacto da surpresa.”
The Independent (60/100)
“O que mantém nossa atenção durante a parte um pouco arrastada do filme e faz dele uma experiência tão revigorante é a maravilha da atuação hipnotizante de Lawrence. Ela equilibra com astúcia um humor mordaz com uma angústia existencial e fúria, uma descarga de energia que percorre todo o filme. A mistura caótica de imagens e sons de Ramsay é unida pela presença confiante e destemida de Lawrence. É algo impressionante de se ver: uma atuação cômica que consegue transmitir notas convincentes de devastação, ou uma performance dramática que também é absurdamente engraçada.”
Vanity Fair
“Tanto Pattinson quanto Lawrence estão incríveis em seus papéis. Mesmo não sendo o melhor filme de Ramsay, até mesmo uma obra menor da cineasta é superior à maioria dos outros diretores.”
The Wrap
“Pode-se razoavelmente pensar em ‘Repulsa ao Sexo’, com Catherine Deneuve. Jennifer Lawrence se iguala a Deneuve, em uma atuação que pode ser a melhor de sua carreira, aos apenas 34 anos. Pode muito bem ser sua quinta indicação ao Oscar.”
Deadline
“Lawrence é extraordinária. Ela é avassaladora e volátil, mas nunca deixa de ser humana. ‘Die, My Love’ não é apenas um filme sobre depressão pós-parto, é uma sinfonia brutal de amor e loucura, com dois atores no auge de suas carreiras.”
Next Best Picture (90/100)
“Lawrence entrega uma performance selvagem. Ramsay transformou um material que poderia ser familiar em algo que constantemente flerta com a linha tênue da realidade. Lawrence se apresenta como a favorita ao Oscar. Sua segunda fase chegou, e é impressionante.”
The Daily Beast

Urchin (Harris Dickinson)
“Harris Dickinson, é um pouco jovem demais, bonito demais e está um pouco popular demais no momento para que os críticos finjam que sua estreia na direção existe em um vácuo. E, ainda assim, o cru e irregular ‘Urchin’ — que chamaria nossa atenção independentemente de quem o tivesse feito, tem apenas alguns segundos de duração antes de ser completamente dominado por outro ator. Mais conhecido por interpretar o jovem Tom Riddle em ‘Harry Potter e o Enigma do Príncipe’, Frank Dillane surge neste filme com a dor e a carência de uma ferida aberta.”
IndieWire (83/100)
“É uma estreia promissora como diretor de Harris Dickinson. Trata-se também de uma obra pessoal, enraizada em uma comunidade que ele conhece de perto por meio de seu trabalho voluntário com instituições de caridade que atendem pessoas em situação de rua no norte de Londres. Com ‘Urchin’, ele equilibra uma autenticidade respeitosa ao retratar o vício e a vida nas ruas com alguns recursos visuais ousadamente criativos. Essa combinação eleva o filme — este estudo de personagem, marcado por um realismo social cru, é temperado com desvios impactantes e inesperados, incluindo uma breve odisseia pelo ralo do chuveiro da prisão de Mike.”
Screen Daily
“‘Urchin’, um estudo de personagem ambientado em Londres, demonstra tanta sabedoria sofisticada e vivida que é difícil acreditar que seu roteirista, diretor e co-estrela tem apenas 28 anos. Construído em torno de uma performance carismática de Frank Dillane, a notável estreia de Harris Dickinson no longa-metragem pega os clichês do cinema britânico socialmente consciente e os transforma em uma fábula de advertência sutilmente complexa, que fala menos sobre as falhas daquela sociedade e mais sobre a nossa própria capacidade de autodestruição.”
Deadline
“Não é difícil identificar algumas das influências absorvidas por Harris Dickinson em seu cru estudo de personagem, Urchin — o niilismo sombrio de ‘Naked’, de Mike Leigh; o realismo sem adornos de Ken Loach; as texturas imersivas e a vitalidade solta de ‘Heaven Knows What’, de Josh e Benny Safdie; o realismo subjetivo, a poesia áspera e os interlúdios surreais dos primeiros filmes de Gus Van Sant, como ‘Mala Noche’, ‘Drugstore Cowboy’ e ‘My Own Private Idaho’. Isso não quer dizer que a estreia do ator inglês na direção seja derivativa ou que não revele uma voz própria. Qualquer cineasta estreante capaz de destilar suas inspirações em um retrato altamente pessoal de uma vida às margens da sociedade, que ele claramente conhece de perto, é, sem dúvida, um talento.”
The Hollywood Reporter
“‘Urchin’ é a estreia reflexiva e estilisticamente segura de um cineasta nato. Dickinson, que escreveu o roteiro e aparece em um pequeno papel coadjuvante, deixa transparecer algumas de suas influências, mas consegue integrá-las em algo distintamente seu. Com a ajuda inestimável de Dillane, ‘Urchin’ traça um retrato triste e envolvente de alguém perdido às margens, vítima de um sistema frequentemente indiferente e da complexa fiação de sua própria mente.”
Vanity Fair

O Riso e a Faca (Pedro Pinho)
“O filme vai, aos poucos, descascando as camadas de uma indústria que, como todas as outras, tem seu lado sombrio. O filme perde um pouco de fôlego no final, quando começa a parecer que Pinho está testando não só os limites, mas também a nossa paciência. Ainda assim, é admirável a maneira como o filme evita se apoiar em respostas fáceis (o que torna perdoável o fato de ter dificuldade em encontrar um desfecho definitivo). No geral, os grandes riscos assumidos por essa odisseia sinuosa ao mesclar gêneros e ideias densas acabam valendo a pena, é uma façanha gigantesca, que atravessa continentes.”
IndieWire (91/100)
“Se há algum fio condutor nesse filme expansivo e excessivamente carregado, é a negação à qual seu protagonista sucumbiu. Uma pena, então, que Sergio permaneça um enigma, e que o novo longa de Pinho apenas deslize sobre ideias provocativas sem realmente explorar todo o seu peso.”
The Film Stage
“O interesse de Pinho por questões neocoloniais é abordado com um olhar lúcido e espaço apropriado para perspectivas locais. Sim, este é um filme com um protagonista branco na África, mas os pontos de vista de Diára e Gui são uma parte essencial do roteiro (creditado ao diretor e a mais oito colaboradores). As ideias e os temas surgem principalmente de conversas e situações que soam naturais, em vez de doutrinárias ou acadêmicas, com um diálogo intenso e tardio com Diára dentro de um carro sendo especialmente poderoso.”
Screen Daily

Renoir (Chie Hayakawa)
“‘Renoir’ parece disperso, como se uma pasta cheia de ideias sobre morte, crianças e isolamento social tivesse sido espalhada sobre uma mesa e o diretor estivesse pegando cada página e refletindo sobre ela.”
Deadline
“É poético sem parecer leve demais ou vazio, uma análise direta e intensa dos conflitos emocionais causados pelo luto e pela culpa.”
Screen Daily
“No novo filme, Hayakawa leva seu estilo leve e sensível para uma história mais solta e menos estruturada, dessa vez focando em valorizar e respeitar as excentricidades da juventude. ‘Renoir’ é um segundo longa mais disperso, mas de certa forma até mais interessante.”
Variety

New Wave (Richard Linklater)
“É uma pérola do Linklater, o filme certo na hora certa. Em uma era em que os blockbusters exagerados são vistos como a salvação do cinema, ele lembra que a verdadeira salvação sempre vai vir de quem entende que fazer um filme deve ser como um truque de mágica bom o suficiente pra enganar até o próprio mágico.”
Variety
“Contado de forma linear, filmado com uma equipe considerável, com atores que se parecem e atuam como as figuras famosas que interpretam, e repleto de efeitos visuais para recriar a Paris da época, o filme está longe do estilo de Godard. Ainda assim, faz um trabalho impressionante ao capturar o espírito do cineasta em ação, mostrando o que foi — e muitas vezes o que não foi — necessário para concretizar seu filme revolucionário. Se Nouvelle Vague não é exatamente Acossado, é uma homenagem afetuosa à maneira insana como Acossado foi feito — numa época em que se podia filmar rápido, barato e fora de controle, e, de alguma forma, mudar o cinema nesse processo.”
The Hollywood Reporter
“A fotografia em película de David Chambille e a trilha sonora de jazz da época nos imergem nesse mundo de forma mais eficaz do que o próprio ‘Meia-Noite em Paris’ conseguiu, enquanto a montagem de Catherine Schwartz nos conduz pela produção de ‘Acossado’ em ritmo ágil. No entanto, esses elementos talvez não consigam, para um público mais ingênuo, transmitir plenamente o brilho de ‘Acossado’, e como seu estilo direto e ousado influencia praticamente tudo o que esse público mais jovem consome hoje em dia. Com sorte, ‘New Wave’ desperta o desejo de revisitar ‘Acossado’, ou assisti-lo pela primeira vez. Mas o filme de Linklater pode, ainda que sem querer, sugerir: “Você pode simplesmente assistir a este aqui”.”
IndieWire (67/100)
“Os atores Guillaume Marbeck, Zoey Deutch e Aubry Dullin têm semelhanças impressionantes com os personagens icônicos que interpretam, mas, mais importante do que isso, compartilham uma espontaneidade cativante, improvisando, provocando e instigando uns aos outros, e entrelaçam essa produção tecnicamente rigorosa com a mesma leveza quase acidental da vida que marcou o filme de 66 anos atrás que, de alguma forma, ainda parece moderno. O filme de Linklater, modesto mas encantador, jamais ocupará o pedestal do clássico que recria, mas o diretor sabe disso. Ele já prestou uma homenagem mais verdadeira quando pegou uma câmera, ignorou as regras e criou seu próprio tipo de cinema, há cerca de 35 anos. Agora, ele só quer compartilhar esse amor.”
The Wrap
“Esta homenagem afetuosa a um recorte do estilo urbano francês, raramente igualado, é também uma evocação nostálgica de uma época e de um lugar marcados por um extraordinário fervor criativo e por um charme cinematográfico irresistível.”
Screen International

